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Mostrando postagens de julho, 2026

Letras musicais que tocam minha alma: canções poéticas.

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  As músicas nada mais são que poesias em forma de melodia. Bom, assim deveria ser para que a canção fosse recitada da alma para o mundo. Não há espaço aqui para julgamentos. Toda música possuí uma letra e uma interpretação. Gosto da forma como as da décadas de 90 eram organizadas: pausas, letras que tocam a alma, nos fazem refletir e sentir ainda na na contemporaneidade a beleza da vida ou o além dela. Parar, ouvir, refletir e escrever sobre é um ato de poesia e que me faz bem.  💗💗💗 Inicio esses pensamentos com a Música "Vilarejo" de Marisa Monte. Sonho ou utopia? Ficção ou paz? Esse vilarejo é o lugar dos sonhos - daqueles que você não quer e não deseja acordar. Real? Somente fazendo o nosso vilarejo. Cada um de nós somos um vilarejo repleto de pessoas, objetos, vontades, desejos e cabe a nós realizarmos com amor para que seja um "andar e voa" com leveza. De fato, espero viver e ser nesse/esse vilarejo, mas sei que para além do meu vilarejo pessoal só o viverei...

Mulher-Maravilha: a idealização do mundo sobre o feminino

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A Mulher-Maravilha é uma das personagens fictícias de histórias em quadrinhos mais icônicas da década de 90. Princesa e embaixadora das Amazonas, ela foi projetada para ter característica central de ser mandada ao mundo dos homens para propagar a paz e defender a verdade. Lutando em guerras onde somente os homens lutavam ela se tornou modelo a seguido pelas mulheres junto à luta feminista. Mas, será que essa tal Mulher-Maravilha pode, ou, deve ser comparada com nós, mulheres, do século XXI? Pois é. O fato é que não precisamos ser Mulher-Maravilha que possuí 52 habilidades e trejeitos para salvar os outros. Primeiro os outros, sequer salvar a si. Não precisamos dar conta de tudo, não vimos para salvar o mundo e nem mostrar que somos de um gênero mais forte. Esse simbolismo para a sociedade evidencia uma idealização de que o feminino deve estar sempre forte, presente, ativa, ganhando e reforçando o lado positivo de tudo, da vida, do mundo, da família, menos de si.  Será que a Mulher-...

A “cultura do desperdício”: todo excesso esconde uma falta.

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 Sempre me assombrou o fato de que os excessos revelam as faltas. Essa meditação, ainda que não contemporanea, mas,  marcada pela psicanalise freudiana no século XIX me deixa com um embaraço na mente faz refletir sobre quem somos, nossas extravagâncias e também as ausências nesse mundo. Diante dessas minunciosas críticas observei um incômodo que permanece em minha alma: o desperdício de alimentos. O excesso de alimentos deixados nos pratos. E é preciso ser profunda ao dizer sobre, porque, de fato, dói e deixas marcas - no presente - em mim.   Em abril de 2025 conheci um Resort no Sul da Bahia. Marcado por suas praias maravilhosas e alta gastronomia o buffet livre também chamava a atenção de quem ali se hospedava, inclusive, a minha que mesmo com uma infecção de garganta e sem interesse naquelas porções gigantes me admirava com tamanha variedade. Esses olhares na comida diz sobre uma cultura mundial que “comemos com os olhos” mas, por vezes, não conseguimos comer com...